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sábado, 25 de junho de 2016

Geladeira

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Uma idéia que veio do frio!


Quando os antigos romanos precisavam guardar algum alimento que necessitasse refrigeração, como o leite, por exemplo, normalmente eles procuravam as cavernas próximas de seus domus (casas, em latim). Com o passar do tempo, eles passaram a construir, em suas casas, espaços destinados exclusivamente a esta finalidade, ou seja, cômodos especiais que eram covas de gelo que, em geral, ficavam próximas aos porões.

Já a primeira câmara frigorífica do mundo, precursora das geladeiras domésticas, foi construída pelo industrial australiano Thomas S. Mort, por volta de 1840. Mort, que teve a idéia de construir uma ponte de gelo interligando os continentes, passou 30 anos de sua vida trabalhando no transporte da primeira carne frigorificada para a Grã-Bretanha. Entretanto, apesar de todos os esforços, a tentativa falhou por desarranjos nas instalações frigoríficas do navio de transporte.

O francês Charles Tellier, conhecido como "pai do frio", conseguiu fazer que um vapor frigorificado transportando carne fosse de Rouen, na França, para Buenos Aires, na Argentina, numa viagem de 104 dias. Neste sistema, a carne era resfriada de 1°C a 1,5°C acima de zero. Entretanto, já naquela época se sabia das vantagens do resfriamento de -12°C a -18°C, que é usado atualmente e que deixa a carne dura como pedra. Foi assim que, numa segunda viagem, Tellier transportou carne de carneiro da Argentina, de excelente qualidade para a Europa, o que causou enorme sensação.

Pode-se dizer que as primeiras geladeiras domésticas surgiram pela primeira vez nos Estados Unidos, e. 1850. Elas nada mais eram do que um armário de madeira forrado de ardósia por dentro. No inverno, os blocos de gelo eram cortados dos rios e lagos congelados e armazenados nestas geladeiras.

Entretanto, foi apenas em 1910 que as geladeiras começaram a tomar a forma como as conhecemos atualmente. Nesta época, a eletricidade passou a desempenhar um papel fundamental no princípio da conservação da temperatura no interior da geladeira, assim como o freon, um composto não corrosivo, não tóxico e não inflamável, presente hoje em geladeiras e aparelhos de ar condicionado.

Cerveja


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A fabricação da cerveja remonta ao Egito dos faraós, há mais de 5.000 anos. Já naquela época, os faraós não dispensavam uma cervejinha em suas festas e reuniões. Ou seja, o costume de se beber cerveja com amigos é um hábito que vem se repetindo há milênios.

A cerveja é uma bebida fermentada, feita de cevada ou de outros cereais e aromatizada com lúpulo. Atualmente, a maioria das cervejas produzidas no mundo é do tipo lager, ou de baixa fermentação. Podem ser claras ou escuras (quando são mais encorpadas), e alguns tipos levam o nome da cidade onde foram fabricadas inicialmente, como pilsener (de Pilsen, na República Tcheca) ou dortmunder (de Dortmund, na Alemanha). As cervejas inglesas, ou de alta fermentação, têm seu consumo praticamente limitado aos países de influência britânica. São as ale, em geral claras, e as stout, escuras e fermentadas com malte torrado e lúpulo em alta porcentagem. Altamente densas, estas cervejas são muito diferentes das que consumimos no Brasil. E, como elas devem sempre ser servidas à temperatura ambiente, tem-se a impressão de se estar bebendo uma cerveja morna.

Teoricamente, a cerveja pode ser feita pela fermentação em água de qualquer cereal ou fonte de amido, como a batata, por exemplo. Na prática, só se obtém boa cerveja com a cevada, embora, para se reduzir custos ou conseguir um sabor específico, a ela possam ser adicionados outros cereais, como arroz, milho, cevada não-maltada, assim como soja, tapioca ou açúcares.

Tudo isso serve para ilustrar que a cerveja exerce mesmo um forte poder sobre os homens. Não fosse isso verdade, como seria possível explicar que uma pessoa morando no Brasil de hoje, está fazendo mais ou menos a mesma coisa que um faraó, que era um semi-deus para os egípcios, há mais de 5.000 anos? Só falta agora descobrirem que naquela época também já existia futebol. Aí, assunto era o que não ia faltar.




quinta-feira, 23 de junho de 2016


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                            Açúcar


Uma doce invenção cujas origens continuam perdidas no tempo. E que faz todo mundo se lembrar de um outro tempo, este delicioso: a própria infância de cada um.

O açúcar extraído da cana é conhecido desde tempos bastante remotos, mas a Europa só o conheceu por volta do século X, através dos árabes, que, por sua vez, o haviam conhecido por intermédio dos persas e indianos. A princípio, o cultivo da cana e a produção do açúcar restringiu-se à bacia do Mediterrâneo; só mais tarde o açúcar veio para a América.

O Brasil e as Antilhas eram, durante o século XVII e XVIII, quase os únicos fornecedores de açúcar para a Europa. Nesta época, França e Inglaterra travavam intensas lutas militares e econômicas, que começaram a influenciar e diminuir significativamente a importação de açúcar por parte dos países europeus. Por isso, surgiu na Europa a indústria do açúcar de beterraba.

Em 1747, um químico prussiano conseguiu, pela primeira vez, extrair açúcar de beterraba; porém, na época, o processo se mostrava economicamente inviável. Procurando incentivar a produção de açúcar de beterraba na Europa, Napoleão ofereceu recompensas a quem melhorasse susas técnicas de produção. E, em 1802, o Capitão Delssert fundou a primeira fábrica francesa de açúcar, ganhando assim a medalha da Legião de Honra.

Entretanto, o açúcar de beterraba jamais conseguiu ser melhor do que o açúcar da cana. Na Europa e na América, as pessoas preferiam, sem sombra de dúvida, o sabor mais suave e adocicado do açúcar da cana. Preferiam e continuam preferindo. Hoje, não há açúcar mais consumido no mundo que o açúcar da cana.

segunda-feira, 20 de junho de 2016


                                 Medidas Caseiras

1 xícara (chá) de
qualquer líquido = 180 ml

farinha de trigo = 100 g

açúcar refinado = 100g

açúcar cristal = 170 g

maisena = 80 g

margarina = 150g

fubá = 100 g

farinha de mandioca = 110g

farinha de rosca = 100g

trigo para quibe = 110g
1 colher (sopa) de
qualquer líquido = 10ml

farinha de trigo = 16g

açúcar refinado = 16g

açúcar cristal = 17g

maisena = 10g

margarina = 20g

fermento em pó químico = 5g

sal = 15g


1 colher (chá) de
qualquer líquido = 3ml

fermento em pó químico = 3g

sal = 5g




                                             Temperatura do Forno


Baixa: 1200 a 1800C
Quente: 2000 a 2300C
Média: 1800 a 2000C
Muito Quente: 2300C

quinta-feira, 9 de junho de 2016


                   Panelas Coloridas



As panelas coloridas têm invadido o mundo dos utensílios de cozinha. Sejam elas feitas em cerâmica ou alumínio, as peças trazem praticidade e estilo para a decoração. Com a composição dos cômodos cada vez mais descontraída, as peças são uma excelente opção para embelezar os ambientes. Antigamente os acessórios para cozinhar ficavam escondidos em armários e empilhados. Hoje em dia, eles mostram que não são bem vindas apenas no fogão e são dispostos em prateleiras, ganchos, bancadas e estantes também para decorar.

Tipos de panelas coloridas

Existem diversos tipos de panelas coloridas. Porém, nos modelos com tonalidades diferentes, é mais comum que elas sejam feitas em cerâmica e alumínio esmaltado. Veja as vantagens e o uso de cada uma dessas panelas coloridas:
Alumínio: práticas e leves, as peças de alumínio resistem bem ao calor. É ideal para frituras, para dourar carnes e fazer doces. Os modelos com cobertura antiaderente são indicados para o preparo de receitas onde não é necessário acrescentar gordura, como filés de peixe e bifes grelhados. São fáceis de lavar e não grudam alimentos.
Cerâmica: indicada para cozimentos longos, são duráveis, fáceis de limpar e antiaderentes.
Como mostrar suas panelas coloridas?
Com panelas coloridas bonitas em casa, é preciso mostrá-las. Se você possui uma cozinha grande, pode investir em um paneleiro suspenso e pendurar as peças. Em cozinhas pequenas, é Panelas Coloridaspossível colocar os utensílios em ganchos ou presos na parede, como se fossem quadros ou pratos decorativos.
Para os que não desejam pendurar as panelas coloridas, existem outras opções. Experimente colocá-las em armários com porta transparente de vidro ou acrílico. É possível também colocar uma estante na cozinha para exibir as suas peças.
Como decorar com panelas coloridas?
Existem formas de decorar com panelas coloridas além de mostrá-las na cozinha. Que tal usar um jogo de panelas para fazer um jardim de suculentas? Leiteiras e chaleiras também podem virar vasos muito estilosos na sala de estar.
As panelas coloridas podem ser usadas como nichos cheios de charme. Para isso, é só pregar o fundo das peças nas paredes e colocar pequenos objetos dentro delas.
Como manter as panelas coloridas?
Panelas coloridas são muito bonitas. Porém, quando estão em constante uso, costumam ter manchas de queimado em seus fundos. Para limpar, é só deixar de molho com bicarbonato de sódio e vinagre de um dia para o outro. Em panelas esmaltadas, tente misturar alvejante com água e deixar agir por duas horas.
Divertidas, as panelas coloridas além de úteis podem ser itens decorativos para a cozinha e o restante da casa. Comece agora a renovar seu lar de forma econômica!
Fonte:www.westwing.com.br/panelas-coloridas







Tempero da Panela Lusitana




lusitana










De alheira a bacalhau, os segredos da cozinha lusitana residem em temperos que vão muito além do azeite. Sua culinária é considerada farta em aromas e sabores, principalmente devido à influência do lado do Mediterrâneo e de seu outro vizinho, o Oceano Atlântico. O contato com a extensa costa proporcionou aos portugueses um elaborado receituário de peixes e frutos do mar.
O bacalhau é considerado como ingrediente de honra e ocupa o cotidiano alimentar semanal lusitano. Não é à toa que os portugueses são os maiores consumidores de bacalhau do mundo, segundo a OMS. Já a sardinha, um peixe mais simples de se encontrar, fica resguardada para festas tradicionais e churrascos. Há também outras espécies de peixes bastante apreciadas pelos portugueses, como o linguado, o salmonete, o peixe-espada e o eiróz. Em relação aos pescados de água doce, podemos encontrar a lampreia, o salmão do Minho, as trutas da Serra da Estrela e da Madeira, ou então, um peixe atípico, que já se tornou extinto em muitos rios europeus, o sável, que ainda é encontrado nos rios Tejo e Douro.
Sabe-se que, além dos peixes, os portugueses são também experts em carne vermelha, sendo as mais comuns a de vaca e de cordeiro, geralmente cozidos no vinho, alho e especiarias, o que lhes confere um tempero especial, sendo bons exemplos o “Bife à Portuguesa” e as Espetadas, encontrados em todo o país.
Em 1498, com a descoberta dos Caminhos das Índias, Vasco da Gama trouxe à Europa importantes especiarias, até então escondidas no Oriente. Temos como exemplos o coentro, a pimenta, o caril (também conhecido como curry), açafrão, a páprica, gengibre, canela, cravo-da-índia, noz-moscada, arroz, chás diversos e exóticos, bananas, cafés e, posteriormente, as batatas (vindas do Novo Mundo).
É importante lembrar que a maioria dos pratos portugueses começam a ser preparados a partir de um refogado de cebola e alho puxados no azeite. Possuem aroma frutado, ligeiramente espesso, cor de ouro ou amarelo esverdeado, amargo, picante ou mais adocicado, suave e intenso. É assim o azeite português, e esse (em grande quantidade) é utilizado em todos os pratos, desde sopas, peixes e frutos do mar até  receitas de diversos bolos e doces, principalmente os da região alentejana. Vale salientar que cada prato tem um vinho certo para harmonização.
A diversificada culinária portuguesa é reconhecida mundialmente, por isso tem forte influência econômica, cultural e social sobre o próprio país. Tal fato ganhou extrema importância numa sexta-feira de 2015, na Assembleia da República (Projeto de Resolução n.º 1453/XII), que oficializou o “Dia Nacional da Gastronomia Portuguesa”, marcado no último domingo de maio.

Texto: Priscila Urbano
Fonte:

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Panelas: como escolher a ideal para a sua refeição?

Cozinhar já esteve fora de moda à medida que as mulheres cada dia mais deixavam de cuidar de casa para trabalhar fora. A gastronomia no entanto, rejuvenesceu a velha arte culinária e hoje todos – homens e mulheres – se aventuram entre panelas e fogões!
As panelas têm evoluído ao longo do tempo e hoje incorporam tecnologias nem sonhadas por nossas avós, mas mesmo as velhas panelas de pedra ainda têm seu lugar na cozinha, e são incomparáveis na hora de fazer determinados pratos.
Os diversos materiais de que podem ser feitas as panelas têm cada um suas características, vantagens e desvantagens. São ainda aconselháveis, alguns para determinados tipos de culinária, outros excelentes para pratos específicos.
Qualquer pessoa que precisa ou deseja cozinhar deve dispor de um mínimo de informações sobre os tipos de panelas a fim de escolher acertadamente a que melhor lhe convém. E seja para o dia a dia ou para ocasiões especiais, a qualidade da panela por certo contribui para os resultados obtidos.

Uma interessante característica das panelas é que elas jamais “desaparecem”. As mais antigas panelas eram feitas de barro e pedra – materiais usados ainda hoje! Assim como as de ferro ou cobre, que continuam prestando excelentes serviços nas cozinhas.
Mas e aí? Que panela eu compro? Bem, depende do seu estilo de cozinhar.

Panelas de metal

Como era de se esperar, quando a humanidade entrou na Idade do Cobre há quase dez mil anos, percebeu-se que havia mais vantagem em usar-se metais para cozinhar do que o barro ou a pedra.
Os minerais (barro, pedra) são isolantes razoavelmente bons de calor. Por isso, conservam a temperatura da comida já pronta por mais tempo. Mas (tudo tem um mas) também precisam ficar mais tempo no fogo para que o calor passe aos alimentos, e durante o cozimento ficam muito mais quentes por fora do que por dentro.
Os metais, por outro lado, proporcionam um tempo de cozimento drasticamente menor, e a temperaturas muito mais baixas – economizando combustível (seja madeira, gás ou eletricidade). Por isso, as panelas de metal são menores e muito mais práticas de manusear durante a preparação das refeições.
Sem contar que as panelas de metal são as mais duráveis.

Panelas de Ferro

As panelas de ferro têm um charme eterno e conservam-se por muitos e muitos anos. São panelas ideais para assados, ensopados e cozidos e podem ser usadas no fogo e em seguida levadas ao forno para encerrar cozimentos demorados.
Também são muitíssimo indicadas para quem adota uma alimentação vegetariana, pois a maior fonte de ferro do corpo, além do feijão, são as carnes.
Hoje são encontradas em várias cores e nos mais diversos formatos. Podem ser usadas em fogos altos e baixos com a mesma desenvoltura. O material não deforma e economiza gás, na medida em que distribui muito bem o calor por todo o alimento.
Exige cuidados na conservação para evitar ferrugem, mas tem a vantagem de acrescentar o elemento ferro aos alimentos nela preparados. As mais famosas no mundo são as da marca francesa Le Creuset.

Panelas de alumínio

Panelas de alumínio são baratas e práticas mas estão caindo em desuso, pelo surgimento de materiais mais duráveis.
Entretanto, existem ainda panelas de alumínio fundido que são excelentes, muito fortes e suportam altas temperaturas, em geral usadas profissionalmente em bares e restaurantes. As panelas de alumínio são as melhores entre todas as outras para fritura por imersão. E nem precisa ariar: a mancha escura é uma proteção contra contaminação.
Hoje sabe-se que o alumínio pode ser prejudicial à saúde, mas apenas se a panela for mau usada, raspada ou – aí está uma pegadinha – ariada com abrasão usando esponjas de aço tipo “bombril”. Se você precisar lavar uma panela de alumínio com esponja de aço, ferva água nela logo depois, até ela ficar fosca. A película de óxido de alumínio protege os alimentos e não deixa as lascas provocadas pela esponja penetrar na comida.
E queremos deixar claro: o problema da panela de alumínio é o mau uso. Se for bem lavada e conservada, e se as recomendações de não usar esponja de aço, não raspar e ferver água antes do uso forem obedecidas, a panela de alumínio é perfeitamente segura. Há estudos científicos que mostram que uma panela de alumínio bem conservada não libera alumínio nos alimentos durante o cozimento. [1]

Panelas de cobre

Panelas de cobre são caras e lindas e costumam ser usadas na decoração de cozinhas – e não para cozinhar.
Hoje em dia somente se usam panelas de cobre revestidas internamente por aço inox ou antiaderente, pois o cobre reage com alguns alimentos ácidos e forma o zinabre, que é tóxico. São também de difícil conservação e limpeza e por isso dificilmente você a verá para vender nas lojas – portanto cuidado ao comprar panela de cobre na beira da estrada. Não use para cozinhar!

Panelas esmaltadas

As panelas esmaltadas ou de ágata são muito decorativas mas lascam o esmalte facilmente e podem eventualmente contaminar os alimentos nelas preparados. As panelas fabricadas anteriormente a 1980 só devem ser usadas para decoração – também não use se houver pinturas ou decalques na superfície interna.
As mais modernas já vêm com revestimento interno de antiaderente (veja mais adiante) – o esmalte só fica por fora.

Inox (aço inoxidável)

São as mais utilizadas profissionalmente e também fazem muito sucesso em casa.
Bonitas, resistentes e fáceis de limpar, as panelas de inox demoram a esquentar mas graças a seu fundo triplo (com camadas de cobre e alumínio), conservam melhor e por mais tempo a temperatura, economizando gás. São objetos duráveis, não enferrujam nem mancham. Não transmitem cheiro nem gosto diferente aos alimentos.
O Extra.com.br tem enorme variedade de conjuntos de panelas de inox, para todos os tamanhos de família e todos os bolsos. As melhores marcas nacionais à escolha.
Pode ser utilizada em fogões elétricos, a gás, de indução e vitro cerâmicos.

Antiaderentes

Panelas: como escolher a ideal para a sua refeição?
São as panelas preferidas pela maioria dos cozinheiros domésticos. Bonitas, fortes, são as mais fáceis de limpar dentre todos os tipos mostrados nesta matéria. Normalmente são de uso doméstico pois não suportam bem as altas temperaturas dos fogões profissionais.
A maior vantagem de cozinhar com panelas antiaderentes é que dispensam o óleo e as gorduras, proporcionando alimentos mais saudáveis e “light”. Por outro lado, é preciso cuidado na preparação, como o de usar colheres de plástico ou madeira para não raspar a camada antiaderente – além de estragar a panela, pode fazer mal à saúde. Também não podem ser lavadas com esponjas de aço – veja nossas dicas mais adiante.
Panelas de vidro
Panelas de vidro garantidamente não transmitem nada aos alimentos e são fáceis de lavar – desde que você não deixe a comida queimar. Neste caso, elas instantaneamente se torna a panela mais difícil de todas de limpar. Tome especial cuidado com o arroz…
As panelas de vidro também inspiram cuidados no manuseio e armazenamento. São frágeis e quebram com choques mais violentos. Por outro lado, são lindas, as mais lindas entre todas as outras, e podem ir à mesa como se fossem travessas sem medo de fazer feio.
Por fim, elas cozinham de modo diferente das outras panelas, o que exige um tempo de adaptação. Uma receita que dá certo numa panela de metal precisa ser modificada para funcionar numa de vidro. Além disso, é fácil queimar a mão nelas. Mas quem se adaptou garante que a comida sai mais gostosa nelas do que na de metal.

Panelas menos usuais

O modelo de panela em cerâmica
As panelas de barro, pedra e cerâmica são encontradas no mercado informal, geralmente artesanato. São boas para cozidos, ensopados e sopas, de longa cocção a fogo muito baixo – ou seja, são péssimas para fogão a gás, piores ainda para o micro-ondas e ótimas para o fogão a lenha.
São geralmente panelas muito grandes e exigem certa experiência no manejo, principalmente no primeiro uso, pois apesar da aparência são frágeis.
Antes de usar pela primeira vez, besunte-a completamente por dentro e por fora com bastante óleo de soja ou de milho e leve ao forno sem qualquer outro alimento dentro até secar. Depois de “curtida”, aí sim você pode usá-la para alimentos – e, mesmo assim, caso quebrem alguma lasca, podem contaminar a comida.
Portanto, a dica é: mostramos aqui essas panelas a título de informação, mas se você já não tiver intimidade com elas, prefira as mais modernas de metal ou vidro.

Panelas de barro

Deixam a comida com um sabor sem igual. Há quem diga que nenhum tipo de panela, nem mesmo as famosas panelas de ferro, deixam os preparados tão gostosos. Mas é preciso cuidado.
Em primeiro lugar, nunca use panelas rústicas, apenas cozidas como se fossem tijolos. Podem ser bonitas para decorar a mesa, mas desfazem-se com água (mesmo com a dica acima) e podem ser vetores de grave contaminação dependendo do barro usado.

Panelas de cerâmica moderna

Para fugir dos problemas da panela de barro “popular”, prefira as panelas de barro vitrificado, também conhecida como cerâmica. Panelas de cerâmica refratária têm alta resistência a choques térmicos, são finas e elegantes e não contaminam os alimentos. Assim como as de vidro porém são frágeis e cozinham de modo diferente. Ambas precisam de armário separado para guardar pois são muito sensíveis a choques e quedas.
Certifique-se de escolher um modelo com garantia de ser livre de chumbo e alumínio! A panela deve ter um selo de qualidade atestando isso.

Panelas de pedra

As panelas de pedra têm todas as vantagens das de barro, e poupam algumas das desvantagens. Adicionalmente, têm a benesse de serem naturalmente antiaderentes e transmitirem alguns minerais úteis à saúde aos alimentos nelas preparados.

Cuidados com suas panelas

Panelas: como escolher a ideal para a sua refeição?
É preciso muito cuidado para conservar suas panelas. Além da economia de dinheiro quando temos panelas duráveis, panelas com defeitos (especialmente furos e riscos) são um perigo para a saúde.
Saiba conservar suas panelas e proteja a saúde de sua família.
  • Em QUALQUER panela,  jamais deixe restos de comida! Isso pode ocasionar manchas irremediáveis e liberar resíduos maléficos à saúde. SEMPRE guarde restos de comida em potes plásticos e na geladeira.
  • A dica acima refere-se mesmo a panelas cujos resíduos são a princípio benéficos. Uma panela de ferro libera esse metal na comida, e ele é necessário para a saúde humana. Mas, se deixar guardado na panela, pode haver ferro em excesso, o que pode causar hemocromatose.
  • Evite usar talheres de metal e esponjas de aço em QUALQUER panela – mas especialmente nas de alumínio e antiaderentes. Tanto o alumínio quanto o politetrafluoretileno usado nas panelas antiaderentes são tóxicos e não devem ser ingeridos.
  • Panelas de alumínio, se precisarem ser ariadas ou polidas com esponja de aço, devem logo em seguida passar por uma fervura de uns 15 minutos só com água. Isso cria uma camada de óxido que protege os alimentos do alumínio metálico, prejudicial à saúde. Isso deve ser feito todas as vezes após a lavagem.
  • Por falar em ariar, como dissemos lá em cima, as panelas de alumínio são as melhores entre todas as outras para fritura por imersão. E nem precisa ariar: a mancha escura é uma proteção contra contaminação.
  • Evite preparar alimentos ácidos como vinagrete, molho de tomate, maioneses em panelas de alumínio – além da maior chance de contaminação por alumínio, você pode acabar com uma panela furada.
  • Panelas de aço inoxidável (inox) podem ser lavadas normalmente com detergente.
  • O primeiro uso das panelas de inox também é importante. Assim que retirar da caixa, ferva e troque a água quatro vezes seguidas para reduzir a transferência de níquel.
  • Em panelas de inox, para retirar manchas esbranquiçadas, a dica é um pouquinho de suco de limão e vinagre. Mas não use em outras panelas, só na de inox!
  • Panelas de ferro: antes do uso, coloque uma colher de sopa de óleo em fogo alto por alguns minutos. Depois, lave com água e detergente e seque no fogo. Isso ajuda a evitar que alguma ferrugem chegue ao alimento. Faça isso sempre antes de usar
  • Panelas de ferro são também mais pesadas que as outras e mantêm-se quentes por muito mais tempo. Prefira as que têm cabo de madeira ou cerâmica para não se queimar.
  • Evite usar panelas esmaltadas por dentro para qualquer coisa que não seja decoração. Prefira as que têm uma camada interna de antiaderente.
  • A mesma dica vale para as panelas de cobre: só use as que têm antiaderente ou aço aplicados em seu interior.

Comida queimada ou grudada – como retirar?

  • Para comida queimada na panela de inox, ferva água com vinagre. Até aquele arroz muito queimado sai num instantinho. Novamente, não faça isso em outros tipos de panelas.
  • Para panelas de ferro, a dica é deixar de molho com água por algumas horas e depois lavar normalmente com sabão e água morna.
  • Panelas de alumínio não devem ser ariadas (ou seja, raspadas e polidas com abrasivos, facas, colheres e esponja de aço). Mas caso a comida grude, não tem outro jeito. Se precisar mesmo raspar, siga depois a dica acima de ferver água limpa nela para formar a película de óxido. Não ligue se ficar fosca. Polido é mais bonito mas o fosco é o certo. Sua saúde agradece.
  • Em vez de raspar, você pode clarear e eliminar fundos queimados da panelas de alumínio de forma simples. Coloque água até a metade com bastante bicarbonato de sódio e deixe ferver em fogo brando até clarear. Em vez do bicarbonato, pode usar sal de cozinha ou vinagre, mas o bicarbonato dá um efeito melhor.
[1] Um estudo recente concluiu que contribuição dada pelo cozimento nas panelas de alumínio é desprezível (DANTAS, S. T. , SARON, E. S., DANTAS, F. B. H., YAMASHITA, D. M., KIYATAKA, P. H. M. Determinação da dissolução de alumínio durante cozimento de alimentos em panelas de alumínio. Revista Ciência e Tecnologia de Alimentos, v. 27, n.2, p.787 – 792, abr.-jul. 2007). O abstract do estudo diz o seguinte:
O presente trabalho foi realizado de forma a avaliar a ocorrência de migração significativa de alumínio proveniente de utensílios domésticos durante o preparo de alimentos. Foram estudados sete tipos de alimentos com preparos diferenciados e três tipos de panela (caçarola, de pressão e frigideira), nas versões sem e com revestimento (Teflon). A análise do metal foi realizada em espectrômetro de emissão atômica com plasma indutivamente acoplado. Os resultados demonstraram transferência desprezível do Al para alguns alimentos, sendo que a maior transferência ocorreu no preparo de molho de tomate (baixo valor de pH), na panela sem revestimento. Um cardápio preparado com todos esses alimentos para as duas refeições diárias, mostrou que a massa de Al incorporada pelo alimento corresponde a 2% do limite de ingestão diária de Al (1 mg/kg de peso corporal/dia), considerando-se um indivíduo de 60 kg. Assim, conclui-se que o uso de panelas de alumínio no preparo de alimentos praticamente não interfere na ingestão total do elemento para o ser humano.

Fonte: http://tudo.extra.com.br/utilidades-domesticas/panelas-como-escolher-a-ideal-para-a-sua-refeicao/




quinta-feira, 26 de maio de 2016




       A Origem da Panela de Pressão



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Foi a partir de um desporto radical, o alpinismo, que se iniciou a história desse útil utensílio culinário que melhora substancialmente a vida das donas de casa, em tempo e em economia, agilizando todo um processo de confecção de algumas refeições que até aí demorava horas.
Mas porquê a relação com o alpinismo?
A baixa pressão atmosférica verificada no cimo das montanhas comparada com o nível do mar tinha como consequência imediata baixar o ponto de ebulição da água, o que, como se depreende, criava uma extrema dificuldade na confecção dos alimentos e uma enorme morosidade no processo, a que não ajudavam as severas condições climatéricas.
Foi assim que se surgiu a necessidade de se criar uma forma de se conseguir igualar em altas altitudes a mesma pressão atmosférica existente nas terras baixas. Concluiu-se que para se atingir esse objectivo era necessário criar nas panelas condições para que a água fervesse a 100 graus ou mais, condições essas que só seriam conseguidas se a panela fosse completamente vedada. Com uma panela hermética o vapor da água iria aumentar a pressão no seu interior, aumentando simultaneamente o ponto de ebulição.
Chegado o ano de 1679 o físico francês Denis Papin, apoiado neste princípio, criou um utensílio que segundo ele próprio referiu, “amolecia os ossos e cozia rapidamente as carnes mais duras”. Desta definição original, adveio o nome de “digestor” ou “marmita de Papin”. Consistia num recipiente em ferro fundido, com uma tampa provida duma válvula de segurança, que o fechava duma forma hermética. Esta concepção resultava em pleno pois a pressão criada pelo vapor de água aumentava o grau de ebulição e a válvula permitia a saída de vapor em excesso mantendo nivelada a pressão. Desta forma os alimentos, sobretudo os mais difíceis de cozer como carne, feijão ou batatas eram confeccionados muito mais rapidamente.

A Marmita de Papin
 Até 1905 foi sempre utilizado o ferro fundido, até que a empresa americana Presto Company criou o primeiro modelo de panelas em alumínio, logo seguido pelas opções hoje comuns em aço inoxidável.
Pelos seus resultados práticos, esta invenção não serviu só a culinária, sendo também usada em hospitais para esterilização de instrumentos cirúrgicos, na indústria do papel onde facilita a cozedura da polpa da madeira e até no sector das conservas.
Nos tempos de frenesim em que hoje muitos de nós vivemos, numa luta constante contra o tempo, a panela de pressão é sem dúvida uma excelente ajuda na cozinha pela confecção mais rápida e até saborosa das nossas refeições.

Fonte:http://origemdascoisas.com/a-origem-da-panela-de-pressao/